Servidores do Samu também aderem à greve na área da saúde em Goiânia

por Sulmed, 2015-04-17

Servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atuam em Goiâniadecidiram em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (16) aderir à greve da rede municipal de saúde, iniciada há três dias. Segundo o órgão, apenas 35% dos servidores continuaram em serviço até que as reivindicações da categoria sejam atendidas.

Segundo o enfermeiro Ademir Mazzucco, um dos líderes do movimento, a paralisação atinge profissionais da área de enfermagem e técnica em enfermagem, que atualmente totalizam 160 servidores. Eles também são filiados ao Sindicato dos Trabalhadores (as) do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO).

As quatro Unidades de Suporte Avançado (USA) seguem rodando normalmente, mas somente duas das 11 Unidades de Suporte Básico (USB) seguiram rodando. Outras quatro motolâncias também estarão paradas.

"O que nós queremos deixar claro é que o sistema não parou. Casos de urgência e emergência seguirão sendo atendidos, só que com menos profissionais. Quem vai definir a quais ocorrências as equipes irão será o setor de regulação", diz Mazzucco ao G1.

Exigências
Entre os pedidos feitos pela categoria, está o pagamento da data base de 2014, do auxílio deslocamento e do vale alimentação. Eles exigem ainda que a gratificação por insalubridade, que hoje é de 20% volte à percentagem original, que era de 30%.

Outra revindicação, não só dos servidores do Samu, mas da Saúde e da Educação, que também estão em greve, é a manutenção do aumento do quinquênio em 10%. Esse pedido já foi atendido pela prefeitura, que encaminhou um projeto substitutivo à Câmara.

No texto inicial, o aumento era de 5%, mas agora atingiu o valor exigido. "De uma forma geral, todo servidor da prefeitura vai estar padronizado em 10% o quinquênio com o substitutivo que foi encaminhado à Câmara", disse o secretário municipal de finanças, Jovealter Correia.

Falta de atendimento
A paralisação da saúde começou na última segunda-feira (13). Dos oito mil servidores municipais da saúde que estão ativos, cerca de quatro mil aderiram à greve, conforme levantamento do sindicato.  Enfermeiros, técnicos e funcionários administrativos cobram melhores condições de trabalho, pagamento da data base com retroatividade, adicional por insalubridade dentre outros benefícios.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que continua em negociação com os trabalhadores da saúde. Segundo o órgão, entre as reivindicações que avançaram está a questão da data-base.

A paralisação acontece no momento em que a capital vive uma endemia de dengue. Até o momento, o número de casos notificados é de 33.098. Se o comparado ao mesmo período do ano passado, o índice aumentou 287,5%. A Secretaria de Saúde ainda confirmou que quatro pessoas morreram em virtude da doença neste ano.

Com a greve dos servidores da saúde da capital, a população se dirige aos cais de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. Assim, as unidades do município vizinho também continuam superlotadas e há demora no atendimento.

Fonte: G1

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