Alergia à proteína do leite de vaca pede cuidados com alimentação

por Equipe Sulmed, 2018-10-26

Resultado de uma resposta do sistema de defesa do corpo após a exposição ao leite de vaca, a alergia à proteína do leite de vaca (APLV) aparece geralmente na infância, muitas vezes no primeiro mês de vida, mas pode acontecer em crianças maiores ou adultos. A APLV é o tipo de alergia alimentar mais comum nas crianças de até dois anos, de acordo com o Ministério da Saúde.

A identificação da alergia se dá através de sintomas, que podem surgir imediatamente após a ingestão do leite, ou seja, no máximo até 2 horas da ingestão. Nesse mecanismo existe a participação de um anticorpo chamado IgE, por esse motivo essas reações são denominadas "IgE mediadas". Podem envolver a pele, o aparelho gastrointestinal e o sistema respiratório.

Os sintomas podem incluir presença de placas avermelhadas na pele com coceira intensa e inchaço na pele resultante de edema da camada profunda da derme ou da submucosa, que aparece em face, pescoço, extremidades e genitália. Mas também pode haver sintomas gastrointestinais, tais como dor abdominal; náuseas; vômitos; refluxo intestinal; sangue nas fezes e diarréia. Já o grupo de sintomas respiratórios envolve coceira e sensação de garganta fechando; inchaço de glote e laringe; tosse seca irritativa; sensação de aperto torácico; crises de espirro e intensa congestão nasal.

Após consulta com médico especialista, o diagnóstico permite um tratamento adequado. As crianças que têm alergia à proteína do leite de vaca podem manter o aleitamento materno, contudo a mãe precisa ter cuidado com a própria alimentação. O tratamento da APLV é realizado através da exclusão do leite de vaca da dieta do paciente. A criança deve substituí-lo por outro produto, que de acordo com a orientação do especialista, poderá ser proteína isolada de soja, formula extensamente hidrolisada ou formula de aminoácidos.

Fonte: Ministério da Saúde

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