Colostomia: entenda as indicações e cuidados

por Equipe Sulmed, 2018-12-19

Definida como a exteriorização no abdome de uma parte do intestino grosso para eliminação de fezes, a colostomia é feita quando o paciente apresenta qualquer problema que o impede de evacuar normalmente pelo ânus ou corre risco de infecção. Assim, as fezes são direcionadas a uma bolsa coletora adaptada à pele.
A bolsa coletora também pode ser usada de forma temporária em casos em que não é possível realizar uma anastomose intestinal definitiva, ou até mesmo para proteger uma anastomose de risco e é indicada quando um ferimento ou infecção exige que o intestino descanse por um tempo, para que em seguida seja reconectado. Já nos casos permanentes as indicações casos de doenças que não permitam a permanência do ânus ou de todo o cólon e reto, como câncer,  retocolite ulcerativa  e polipose adenomatosa familiar.
Acomodada na pele do paciente, a bolsa coletora conta com vários tipos e indicações, de acordo com a localização da abertura feita na parede abdominal, idade do paciente e tipo de material a receber, como informa o Ministério da Saúde. Ela possui uma trava de segurança e
deve ser higienizada conforme necessário, geralmente a cada quatro horas.
A alimentação de pessoas usando bolsas de colostomia deve ser regulada conforma orientações do médico, já que cada indivíduo reage de maneira diferente à alimentação, sendo necessário estar atento aos alimentos que causam transtornos como prisão de ventre, odor
forte e gases.
Os exercícios físicos podem estar presentes na rotina, desde que autorizados pelo médico, pois a cicatrização dos tecidos após a cirurgia pode variar de paciente para paciente. O importante é evitar esportes de contato que possam traumatizar o estoma ou esportes com esforço físico excessivo.


Fonte: Ministério da Saúde/ Instituto Oncoguia

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