Pré-eclâmpsia: conheça as causas e sintomas

por Equipe Sulmed, 2018-11-18

A hipertensão durante a gravidez, ou pré-eclâmpsia, ocorre quando uma mulher grávida tem pressão arterial elevada (acima de 140/90 mmHg) a qualquer momento após a sua 20ª semana de gravidez, com desaparecimento até 12 semanas pós-parto. Além disso, outras complicações como excesso de proteína na urina e edema devem acontecer para se ter o diagnóstico de pré-eclâmpsia.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a hipertensão é responsável por 13,8% das mortes maternas no Brasil, sendo a principal causa de morte durante a gravidez no país. Portanto, tão logo seja diagnosticada, a equipe médica passa a monitorar mãe e bebê, já que se não for tratada, a pré-eclâmpsia pode levar a sérias - até mesmo fatais – complicações.

As causas exatas ainda não foram determinas, mas acredita-se que tenha início na placenta - o órgão que nutre o feto durante a gravidez. No início da gravidez, novos vasos sanguíneos se desenvolvem e evoluem para enviar eficientemente o sangue para a placenta. Em mulheres com pré-eclâmpsia, estes vasos sanguíneos não parecem desenvolver-se adequadamente. Eles são mais estreitos do que os vasos sanguíneos normais e reagem de forma diferente à sinalização hormonal, o que limita a quantidade de sangue que pode fluir através delas.

Entre os fatores de risco para o surgimento da pré-eclâmpsia, estão: histórico familiar; idade superior a 35 anos; gravidez múltipla; intervalo de 10 anos ou mais entre as gestações; doenças como obesidade, hipertensão, enxaqueca, diabetes, doença renal e doenças autoimunes.

A doença pode não demonstrar sintomas inicialmente, por isso é fundamental fazer acompanhamento com o médico. Os primeiros sinais indicam rápido ganho de peso e inchaço. Conforme evolui sem tratamento, podem surgir sintomas como dor de cabeça; alteração da visão; dor abdominal e outros.

Fonte: Blog da Saúde

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