
Leia os resultados junto com a realidade da empresa
As informações precisam ser interpretadas considerando como o trabalho acontece: demandas, autonomia, apoio das lideranças e dos colegas, relações interpessoais, clareza das funções e comunicação de mudanças.
Na metodologia adotada pela Sulmed, o questionário HSE-IT contribui para identificar esses aspectos. As respostas são analisadas pela equipe técnica em conjunto com as medidas já existentes, incluindo políticas internas, práticas de gestão e fluxos de apoio.
Questionários são instrumentos de apoio à avaliação. Seus resultados precisam de análise técnica e integração à Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) e ao inventário de riscos, conforme o contexto. O foco é compreender as condições do trabalho. Diagnósticos clínicos individuais pertencem à avaliação de saúde conduzida por profissionais habilitados.
Transforme as prioridades em medidas concretas
A avaliação técnica orienta a classificação dos riscos e a definição das prioridades. O plano de ação deve traduzir os achados em decisões possíveis de executar.
Se há dificuldade recorrente para compreender responsabilidades, uma medida pode ser revisar a definição das funções e os critérios de encaminhamento das demandas. Se o problema envolve sobrecarga, cabe analisar a distribuição das atividades, os recursos disponíveis e a compatibilidade entre volume e prazos.
Para cada medida, devem estar definidos o objetivo, o responsável, o prazo e a forma de avaliar sua eficácia. Os achados e as ações precisam ser documentados e incorporados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), quando aplicável.
Envolva quem pode realizar as mudanças
A execução das ações é responsabilidade da empresa. O plano precisa envolver as áreas que podem alterar processos, disponibilizar recursos e tomar decisões. O RH pode coordenar etapas, enquanto gestores e direção participam das mudanças sob sua responsabilidade.
Quando os fatores identificados envolvem comunicação, feedback ou gestão de conflitos, o desenvolvimento das lideranças pode compor o plano. A capacitação deve responder às necessidades apontadas pela avaliação, acompanhada das mudanças necessárias nos processos e na organização do trabalho.
Acompanhe o efeito das medidas
O acompanhamento deve verificar a execução das ações e seus efeitos sobre as condições que motivaram o plano.
Em uma revisão de responsabilidades, por exemplo, a empresa pode observar se diminuíram as dúvidas sobre os encaminhamentos e se as equipes compreendem melhor suas atribuições. Em mudanças relacionadas às demandas, pode acompanhar a frequência de urgências e a percepção dos colaboradores sobre a carga de trabalho.
Os critérios devem ser definidos conforme o fator avaliado. As medidas que apresentarem resultados insuficientes precisam ser revistas, com registro dos ajustes e atualização da avaliação de riscos.
Compartilhe as próximas etapas e mantenha a escuta
A participação dos colaboradores deve continuar depois da coleta das respostas. Compartilhar os principais pontos identificados, as prioridades e as próximas etapas ajuda as equipes a compreender o andamento do processo.
Essa comunicação deve tratar dos resultados coletivos e das decisões sobre o trabalho, preservando as informações individuais. A escuta também permite entender como as mudanças estão funcionando na rotina.
A Sulmed apoia as empresas na identificação e avaliação dos fatores de risco psicossociais, na elaboração do diagnóstico técnico e na definição do plano de ação. Para organizar os próximos passos na sua empresa, converse com a equipe de SST da Sulmed.
Converse com a equipe de SST da Sulmed!